Em texto publicado em 28 de janeiro de 2026 no blog SciELO em Perspectiva, o pesquisador Ricardo Limongi França Coelho analisa a política de acordos transformativos adotada pelo Brasil, especialmente intensificada pela CAPES a partir de 2024. Esses acordos com grandes editoras científicas internacionais — como Springer Nature, Wiley, Elsevier, IEEE, American Chemical Society (ACS) e Royal Society Publishing — possibilitam que pesquisadores de mais de 430 instituições brasileiras publiquem em acesso aberto sem pagar individualmente as taxas de processamento de artigos (APCs), representando um investimento anual estimado em mais de US$ 43 milhões. Recentemente, SciELO e Centro Brasileiro de Estudos de Saúde publicaram cartas abertas ao CNPq cobrando mais investimentos em periódicos nacionais.

Os acordos transformativos surgem no contexto de modelos variados de publicação científica — desde assinaturas tradicionais até o acesso aberto dourado (Gold OA), passando pelo modelo diamante (Diamond OA), no qual não há cobrança nem para autores nem para leitores. A análise destaca que, apesar de facilitar a publicação em acesso aberto, tais acordos enfrentam críticas estruturais, como o fenômeno do double dipping (cobrança dupla por conteúdo), que pode se refletir em instituições pagando simultaneamente por assinaturas e taxas de publicação.

O texto também coloca em perspectiva o papel singular do Brasil como líder histórico no acesso aberto não comercial, especialmente por meio da Rede SciELO, que opera majoritariamente no modelo Diamond OA há quase três décadas. Ao mesmo tempo, compara experiências internacionais — como negociações e rupturas com grandes editoras na Alemanha, Estados Unidos, França e Suécia — que demonstram alternativas e tensões entre visibilidade internacional e soberania científica de longo prazo.

O debate central é se os acordos transformativos devem ser vistos como um avanço necessário para ampliar o acesso aberto ou se eles ampliam a dependência nacional de editoras comerciais, ainda que contribuam para a competitividade internacional dos pesquisadores brasileiros.


Fonte: SciELO em Perspectiva
Texto produzido com auxílio de Inteligência Artificial e revisado pelo autor.
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Acordos transformativos reposicionam a política brasileira de publicação científica

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