Um novo editorial publicado na revista Science discute o papel da inteligência artificial (IA) na ciência, destacando que a adoção indiscriminada de ferramentas de IA pode degradar a qualidade da literatura científica.

O texto, assinado por H. Holden Thorp, editor-chefe dos periódicos Science, começa refletindo sobre a crescente presença da IA em todos os aspectos da pesquisa acadêmica e da educação, incluindo buscas por artigos, redação e até revisão por pares. Apesar do entusiasmo em torno das capacidades das tecnologias de linguagem avançada, ele alerta contra a ideia de que a IA deverá substituir pesquisadores humanos no processo de produção de conhecimento.

Thorp ressalta que o uso de IA pode trazer benefícios, como auxiliar na identificação de falhas ou na verificação da conformidade com políticas editoriais — por exemplo, na avaliação do compartilhamento de dados em artigos científicos. No entanto, ele enfatiza que os resultados gerados por essas ferramentas precisam ser cuidadosamente avaliados por especialistas humanos. Sem essa supervisão, há um risco de que a literatura científica se encha de conteúdos de baixa qualidade — o que o autor denomina “AI slop” (algo como “sucata de IA”).

Para Thorp, a preservação da qualidade e da integridade das publicações científicas depende de um equilíbrio entre inovação tecnológica e rigor editorial baseado na experiência humana, reafirmando a importância de revisão e julgamento de pesquisadores experientes mesmo em um cenário cada vez mais automatizado.


Fonte: Science
Texto produzido com auxílio de Inteligência Artificial e revisado pelo autor.
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