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Você já parou para pensar como as revistas científicas surgiram e evoluíram ao longo dos séculos e como a tecnologia está moldando o futuro da comunicação científica?

As primeiras revistas científicas surgiram há cerca de 360 anos, no Séc. XVII, como uma evolução do sistema de comunicação baseado em cartas entre os investigadores e em atas ou memórias transcritas de reuniões de sociedades científicas.

Tais registros eram publicados como livros ou fascículos impressos, encadernados e distribuídos por editoras especializadas, fato esse que promoveu a expansão do mercado editorial¹. A forma monográfica de livros impressos sempre fora o a forma preferida para o registro definitivo da ciência²

Os primeiros periódicos científicos apresentavam artigos mais breves e específicos que as cartas e as atas, onde se resumia todo processo de investigação². Esses periódicos pioneiros tornaram-se o principal veículo de divulgação das sociedades científicas e academias e abriram caminho para a especialização em campos específicos do conhecimento.

Duas das pioneiras nesse campo são a Philosophical Transactions of the Royal Society e o Journal des sçavans, ambas estabelecidas no século XVII, que lançaram as bases para o formato moderno de publicação científica que conhecemos hoje.

Journal des sçavans (1665)

Primeira edição da revista francesa depois chamada Journal des Savants. Fonte: Pesquisa Fapesp. https://revistapesquisa.fapesp.br/os-primeiros-journals/.

Le Journal des sçavans, posteriormente chamado de Journal des savants, foi o primeiro periódico com características semelhantes aos periódicos científicos atuais, sendo publicado em 5 de janeiro de 1665, na França. É revista científica mais antiga da Europa³.

Criado por Denis de Sallo³, este periódico foi inicialmente focado em críticas literárias e discussões sobre temas variados, incluindo ciência, filosofia e literatura. Embora não fosse exclusivamente científico, desempenhou um papel importante na promoção do conhecimento acadêmico através da publicação de artigos revisados por pares e da discussão crítica das ideias da época.

Philosophical Transactions of the Royal Society (1665)

Capa do volume 1 do periódico Philosophical Transactions. Fonte: Wikipedia. https://en.wikipedia.org/wiki/Philosophical_Transactions_of_the_Royal_SocietyFundada pela Royal Society de Londres no mesmo ano que o Journal des savants, a Philosophical Transactions foi a primeira revista científica regular do mundo. Seu objetivo era proporcionar um meio para os cientistas compartilharem suas descobertas e teorias, contribuindo assim para o avanço do conhecimento em várias disciplinas. Sob a liderança de Henry Oldenburg, primeiro secretário da sociedade e primeiro editor do periódico, a revista rapidamente se tornou um fórum crucial para a publicação de novas observações e experimentos.

O título completo do periódico, na verdade, era “Philosophical Transactions, Giving some Accompt of the present Undertakings, Studies, and Labours of the Ingenious in many considerable parts of the World" (Transações Filosóficas, Dando alguns Registros dos atuais Empreendimentos, Estudos e Trabalhos dos Engenhosos em muitas partes consideráveis ​​do Mundo, em tradução livre), conforme dado pelo próprio Oldenburg4.

A Philosophical Transactions não apenas documentou descobertas notáveis ​​de cientistas como Isaac Newton, Robert Hooke e Robert Boyle, mas também estabeleceu padrões rigorosos para a revisão por pares e para a apresentação de evidências empíricas. Este rigor científico foi fundamental para a credibilidade e o impacto da publicação.

Evolução e futuro das Revistas Científicas

Com o avanço da tecnologia de impressão e a introdução das revistas de resumo no século XIX, a produção e disseminação do conhecimento científico cresceram significativamente. No século XX, as revistas passaram a ser publicadas por diversos tipos de editores, intensificando o controle bibliográfico.

Percurso histórico e evolutivo dos periódicos científicos ao longo dos tempos¹.

Atualmente, estamos testemunhando uma nova era na comunicação científica com a ascensão das revistas eletrônicas e das redes de informação. Essas plataformas oferecem acesso rápido e global aos artigos científicos, mas também levantam questões sobre reconhecimento, preservação e qualidade do conhecimento.

À medida que nos adaptamos a essas mudanças, é fundamental refletir sobre como garantir a credibilidade e a durabilidade das informações científicas no ambiente digital. O futuro das revistas científicas está sendo moldado pela inovação tecnológica e pela necessidade de manter os padrões de excelência na comunicação científica.

Referências

  1. Costa MEO, Anna JS, Cendón BV. Historicidade dos periódicos científicos: do journal de sçavans aos periódicos eletrônicos. repositorioufmgbr [Internet]. 2017. Disponível em: https://repositorio.ufmg.br/handle/1843/39548. Acesso em 1 de julho de 2024.
  2. Stumpf IRC. Passado e futuro das revistas científicas. Ciência da Informação [Internet]. 1996; 25(3). Disponível em: https://revista.ibict.br/ciinf/article/view/637. Acesso em 1 de julho de 2024.
  3. Journal des savants. Wikipédia, a enciclopédia livre, 20 de dezembro de 2023. Wikipedia, https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Journal_des_savants&oldid=6715643. Acesso em 1 de julho de 2024.
  4. Philosophical Transactions of the Royal Society”. Wikipedia, 26 de junho de 2024. Wikipedia, https://en.wikipedia.org/w/index.php?title=Philosophical_Transactions_of_the_Royal_Society&oldid=1231027011. Acesso em 1 de julho de 2024.
  5. Os primeiros journals. https://revistapesquisa.fapesp.br/os-primeiros-journals/. Acesso em 2 de julho de 2024.
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