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DSpace: a solução para repositórios institucionais e armazenamento de dados digitais

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Você conseguiria estimar a quantidade de dados digitais gerados no mundo até o ano passado (2020)? Segundo a International Data Corporation (IDC), a estimativa é de que mais de 64 zettabytes foram gerados em 2020. Isso significa, a grosso modo, 1 sextilhão de bytes gerados no ano passado. Com tanta informação digital sendo gerada, haveria alguma solução capaz de organizar os dados de uma instituição?

O DSpace é um software livre, que permite o gerenciamento de diversos tipos de documento em meio digital e em diversos formatos. Livros, fotos, revistas científicais, anais de eventos, dados de pesquisa, dissertações, teses, patentes e mais uma grande variedade de arquivos podem ser organizados, catalogados e disponibilizados por meio do DSpace.

Por ser um software open source, garante maior autonomia às organizações e transfere toda a responsabilidade de customização e desenvolvimento de aplicativos para atender às suas necessidades específicas, interoperando com outros sistemas.

O DSpace é resultado de um trabalho entre o Massachusetts Instituto of Technology – MIT em parceria com a HewlettPackard – HP. Lançado em meados de 2002, está em constante aprimoramento, contando com uma comunidade internacional de desenvolvedores que compartilham as novas funcionalidades[1].

Foi desenvolvido com linguagem de programação Java e faz uso de Sistema Gerenciador de Banco de Dados (SGBD) relacional Oracle ou PostGreSql. Dando ênfase para a possibilidade de escolha da interface web para trabalhar, uma com tecnologia Java Server Pages (JSP) e outra com arquivos em eXtensible Markup Language (XML)[2].

O DSpace como qualquer outra ferramenta informatizada vem com suas funcionalidades padrão, entretanto por ser um software de código aberto, permite o desenvolvimento dos chamados AddOns ou PlugIns, são módulos que adicionam serviços ou estendem funcionalidades. Em resumo o DSpace pode ter sua função padrão customizada e estendida[3].

A estrutura do DSpace é hierárquica e focada na gestão de documentos digitais, o que permite inúmeras comunidades e sub-comunidades representantes de grandes temas e/ou sub-temas, cada uma, agrupa diferentes coleções mantendo a organização dos itens que são compostos pelos arquivos e descritos por metadados no padrão Dublin Core - DC que permite a coleta automática, a interoperabilidade entre os sistemas Protocolo Open Archives Iniciative Protocol for Metadata Harvesting – OAI-PMH e a indexação pelo Google, que é a maior fonte de visibilidade[2,3].

O Instituto Brasileiro de Informação e Ciência e Tecnologia - IBICT, um dos grandes impulsionadores do movimento pelo acesso aberto no Brasil, lidera um projeto de repositórios institucionais de acesso aberto nas universidades públicas, incentivando a ampla adoção do software livre DSpace e desenvolvendo sua tradução, lançou editais da Financiadora de Estudos e Projetos – Finep que garantia a distribuição de kits tecnológicos e apoio operacional para as instituições contempladas pelos editais, criou a Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações - BDTD existentes no país e adaptou o Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas - SEER distribuindo-o gratuitamente[4].

Por ser dono de uma arquitetura simples voltada ao acesso aberto, interfaces de usuário personalizáveis, permitindo criação de grandes repositórios, habilidades para trabalhar em redes, com links permanentes, além de ter função de armazenar diferentes tipos de arquivos e formatos, capturar, indexar, preservar e aumentar a visibilidade e garantir a estabilidade ao longo do tempo é uma das principais plataformas de armazenamento de documentos digitais e o mais utilizado nas instituições de ensino e pesquisa em todo o mundo[2,3].

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Referências

  1. FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ. FIOCRUZ. Rio de Janeiro, 2017b. Disponível em: <http://portal.fiocruz.br/pt-br/content/home>. Acesso em: 13 de ago. 2021.
  2. SHINTAKU, Milton; VECHIATO, Fernando Luiz. Histórico do uso do DSpace no Brasil com foco na tecnologia. Revista Informação na Sociedade Contemporânea, v. 2, n. 1, jan./jul., 2018. Disponível em: < https://brapci.inf.br/index.php/res/v/70551>. Acesso em: 13 ago. 2021.
  3. PEREIRA, Marilete da Silva; SILVA, Márcio Bezerra. Software DSpace : um extrato de características que viabilizam a implementação de repositórios institucionais. Convergência em Ciência da Informação, v. 3, n. 3, p. 106-127, 2020. Disponível em: < https://brapci.inf.br/index.php/res/v/152802>. Acesso em: 13 ago. 2021.
  4. WEITZEL, Simone da Rocha; MESQUITA, Marco Aurélio Alencar. Preservação digital em repositórios institucionais: práticas na região sudeste do brasil. Liinc em revista, v. 11, n. 1, 2015. Disponível em: <http://www.brapci.inf.br/index.php/res/v/94353>. Acesso em: 13 ago. 2021.
  5. BLATTMANN, Ursula; WEBER, Claudiane. Dspace como repositório digital na organização. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, v. 13, n. 2, p. 467-485, 2008. Disponível em: <http://www.brapci.inf.br/index.php/res/download/79819>. Acesso em: 13 ago. 2021.

Atualizado em Terça, 24 Agosto 2021 15:20

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