A folha do STROBE distribuída pela iniciativa e pela EQUATOR Network é uma tabela de três colunas —
seção e item, número, recomendação — seguida de uma nota de rodapé e de um aviso sobre o documento
de Explicação e Elaboração. A tabela de recomendações já está traduzida na ferramenta acima;
o que segue é a tradução do que vem em volta dela, e que costuma passar despercebido.
A nota do asterisco
Quatro recomendações trazem asterisco na folha oficial — os itens 8, 13, 14 e 15. A nota diz:
“Apresente a informação separadamente para casos e controles nos estudos caso-controle e, se
aplicável, para grupos expostos e não expostos nos estudos de coorte e transversais.”
Na ferramenta, esses quatro itens vêm marcados com a etiqueta informação separada por grupo.
A nota sobre o documento de Explicação e Elaboração
“Um artigo de Explicação e Elaboração discute cada item do checklist e apresenta a fundamentação
metodológica e exemplos publicados de relato transparente. O checklist STROBE é mais bem aproveitado
quando usado em conjunto com esse artigo, disponível gratuitamente nos sítios da PLoS Medicine,
do Annals of Internal Medicine e da Epidemiology. Informações sobre a iniciativa STROBE
estão disponíveis em www.strobe-statement.org.” A folha em circulação traz ainda a nota
“Atualizado em 13 de abril de 2020”, que se refere ao arquivo, não a uma nova versão da lista:
os 22 itens seguem os de 2007.
Como o RECORD se encaixa
O RECORD não é uma lista paralela. Cada um dos seus 13 itens leva o número do item do STROBE que
amplia — RECORD 1.1, 1.2 e 1.3 ampliam o item 1; RECORD 6.1 a 6.3 ampliam o item 6; e assim por
diante. É por isso que a ferramenta os apresenta encaixados logo abaixo do item-mãe, e não em uma
seção separada: é onde eles são cobrados na leitura do manuscrito.
Nota de tradução. A tradução para o português é nossa e não é endossada pelas iniciativas
STROBE e RECORD. Ela procura a redação que um autor brasileiro usaria, sem acrescentar exigência
que o original não faça. O texto em inglês está a um clique de distância, na opção
Texto original em inglês, e prevalece em caso de divergência. A tradução brasileira do
artigo do STROBE publicada na Revista de Saúde Pública foi consultada como referência de
vocabulário.
Fontes. As duas listas foram publicadas em acesso aberto sob licença Creative Commons
Atribuição, que permite reproduzir, traduzir e adaptar, inclusive para fins comerciais, desde que
a obra original seja citada. É o que autoriza esta tradução.
von Elm E, Altman DG, Egger M, Pocock SJ, Gøtzsche PC, Vandenbroucke JP; STROBE
Initiative. The Strengthening the Reporting of Observational Studies in Epidemiology (STROBE)
statement: guidelines for reporting observational studies. PLoS Med. 2007;4(10):e296.
doi:10.1371/journal.pmed.0040296
Benchimol EI, Smeeth L, Guttmann A, Harron K, Moher D, Petersen I, et al. The
REporting of studies Conducted using Observational Routinely-collected health Data (RECORD)
statement. PLoS Med. 2015;12(10):e1001885.
doi:10.1371/journal.pmed.1001885
Malta M, Cardoso LO, Bastos FI, Magnanini MMF, Silva CMFP. Iniciativa STROBE:
subsídios para a comunicação de estudos observacionais. Rev Saúde Pública.
2010;44(3):559-565.