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Checklist STROBE

Os 22 itens que um estudo observacional precisa relatar, em português e já na redação do seu desenho — coorte, caso-controle ou transversal. Ligue a camada RECORD quando os dados vierem de registros de rotina, anote a página de cada item e baixe o checklist em PDF.

Dúvidas O que é o STROBE ↗

Manuscrito

aparece no cabeçalho do checklist

Desenho do estudo

define a redação de cada item

Quatro itens do STROBE têm redação própria por desenho e duas linhas só existem em alguns deles. A escolha vale para a lista abaixo, o andamento, as verificações e o arquivo baixado — e o que você já preencheu não se perde ao trocar.

As recomendações

marque Relatado quando o item já estiver no texto

A folha oficial, traduzida

tradução não oficial

A folha do STROBE distribuída pela iniciativa e pela EQUATOR Network é uma tabela de três colunas — seção e item, número, recomendação — seguida de uma nota de rodapé e de um aviso sobre o documento de Explicação e Elaboração. A tabela de recomendações já está traduzida na ferramenta acima; o que segue é a tradução do que vem em volta dela, e que costuma passar despercebido.

A nota do asterisco

Quatro recomendações trazem asterisco na folha oficial — os itens 8, 13, 14 e 15. A nota diz: “Apresente a informação separadamente para casos e controles nos estudos caso-controle e, se aplicável, para grupos expostos e não expostos nos estudos de coorte e transversais.” Na ferramenta, esses quatro itens vêm marcados com a etiqueta informação separada por grupo.

A nota sobre o documento de Explicação e Elaboração

“Um artigo de Explicação e Elaboração discute cada item do checklist e apresenta a fundamentação metodológica e exemplos publicados de relato transparente. O checklist STROBE é mais bem aproveitado quando usado em conjunto com esse artigo, disponível gratuitamente nos sítios da PLoS Medicine, do Annals of Internal Medicine e da Epidemiology. Informações sobre a iniciativa STROBE estão disponíveis em www.strobe-statement.org.” A folha em circulação traz ainda a nota “Atualizado em 13 de abril de 2020”, que se refere ao arquivo, não a uma nova versão da lista: os 22 itens seguem os de 2007.

Como o RECORD se encaixa

O RECORD não é uma lista paralela. Cada um dos seus 13 itens leva o número do item do STROBE que amplia — RECORD 1.1, 1.2 e 1.3 ampliam o item 1; RECORD 6.1 a 6.3 ampliam o item 6; e assim por diante. É por isso que a ferramenta os apresenta encaixados logo abaixo do item-mãe, e não em uma seção separada: é onde eles são cobrados na leitura do manuscrito.

Nota de tradução. A tradução para o português é nossa e não é endossada pelas iniciativas STROBE e RECORD. Ela procura a redação que um autor brasileiro usaria, sem acrescentar exigência que o original não faça. O texto em inglês está a um clique de distância, na opção Texto original em inglês, e prevalece em caso de divergência. A tradução brasileira do artigo do STROBE publicada na Revista de Saúde Pública foi consultada como referência de vocabulário.

Fontes. As duas listas foram publicadas em acesso aberto sob licença Creative Commons Atribuição, que permite reproduzir, traduzir e adaptar, inclusive para fins comerciais, desde que a obra original seja citada. É o que autoriza esta tradução.

von Elm E, Altman DG, Egger M, Pocock SJ, Gøtzsche PC, Vandenbroucke JP; STROBE Initiative. The Strengthening the Reporting of Observational Studies in Epidemiology (STROBE) statement: guidelines for reporting observational studies. PLoS Med. 2007;4(10):e296. doi:10.1371/journal.pmed.0040296

Benchimol EI, Smeeth L, Guttmann A, Harron K, Moher D, Petersen I, et al. The REporting of studies Conducted using Observational Routinely-collected health Data (RECORD) statement. PLoS Med. 2015;12(10):e1001885. doi:10.1371/journal.pmed.1001885

Malta M, Cardoso LO, Bastos FI, Magnanini MMF, Silva CMFP. Iniciativa STROBE: subsídios para a comunicação de estudos observacionais. Rev Saúde Pública. 2010;44(3):559-565.

Sobre esta ferramenta

e o que costuma gerar dúvida

O STROBE tem 22 itens, mas quem baixa a folha combinada encontra uma tabela em que várias linhas trazem três redações empilhadas — uma para coorte, uma para caso-controle, uma para transversal — e precisa descobrir sozinho qual delas é a sua. Some a isso os subitens: o item 12 tem cinco, o 13 e o 14 têm três cada, e duas linhas existem só em alguns desenhos. Na prática, um estudo de coorte tem 34 recomendações a conferir, um caso-controle tem 33 e um transversal, 32. Esta ferramenta faz essa conta por você: escolhido o desenho, a lista mostra a redação certa e esconde o que não se aplica.

A segunda coisa que ela resolve é o encaixe das extensões. Quando os dados vêm de registros de rotina — e no Brasil isso significa uma parte enorme da produção em epidemiologia, com SIM, SINASC, SIH e SINAN —, o periódico costuma exigir o RECORD junto do STROBE. Ligar a camada RECORD acrescenta os 13 itens no lugar em que eles são cobrados, logo abaixo do item que ampliam, em vez de deixá-los num anexo separado. No fim, o checklist preenchido sai em PDF, montado no próprio navegador, pronto para anexar à submissão — com o cabeçalho do manuscrito, a situação e a página de cada item. O texto que acompanha a folha oficial está traduzido logo acima, em A folha oficial, traduzida.

Perguntas frequentes

Como usar esta ferramenta

Comece dizendo qual é o desenho do seu estudo — coorte, caso-controle ou transversal: os itens que mudam de redação passam a mostrar a versão certa, e os que não se aplicam somem da lista. Se os dados vieram de registros de rotina, ligue a camada RECORD. Depois percorra os itens marcando o que já está relatado no manuscrito e anotando a página em que cada um aparece — é essa indicação de página que os periódicos pedem ao anexar o checklist. O painel da direita mostra o andamento, as verificações cruzadas e o checklist pronto; ao terminar, clique em Baixar PDF.

O que é o STROBE?

STROBE é a sigla de Strengthening the Reporting of Observational Studies in Epidemiology, a diretriz de relato dos estudos observacionais. A lista tem 22 itens: 18 valem para os três desenhos que ela cobre — coorte, caso-controle e transversal — e 4 têm redação específica por desenho. Foi publicada em 2007 por von Elm e colaboradores, simultaneamente em vários periódicos, e a folha distribuída pela iniciativa traz a atualização de 13 de abril de 2020, que se refere ao arquivo e não à lista.

Por que o checklist muda quando eu troco o desenho do estudo?

Porque o STROBE oficial é assim. Nos itens 6a, 6b, 12d, 14c e 15 a folha combinada traz duas ou três redações e cabe ao autor seguir a do seu estudo. Há ainda linhas que só existem em alguns desenhos: o item 6b, sobre pareamento, não aparece na versão transversal, e o item 14c, sobre tempo de seguimento, é exclusivo das coortes. Em vez de mostrar as três colunas lado a lado, esta ferramenta pergunta o desenho uma vez e exibe apenas o que se aplica — e marca com uma etiqueta as linhas cuja redação veio do seu desenho.

Quando devo ligar a camada RECORD?

Quando os dados do estudo não foram coletados para pesquisa: prontuário eletrônico, sistemas de informação do SUS como SIM, SINASC, SIH e SINAN, registros de câncer, bases administrativas de operadoras, dados de dispensação de medicamentos. O RECORD acrescenta 13 itens ao STROBE e existe porque esses estudos têm riscos próprios — códigos e algoritmos de seleção, qualidade do pareamento entre bases, elegibilidade que muda com o tempo. Vários periódicos de epidemiologia e de farmacoepidemiologia já exigem os dois checklists juntos.

Qual a diferença entre STROBE, RECORD e STROBE-MR?

O STROBE é o tronco: vale para coorte, caso-controle e transversal. O RECORD é uma extensão para estudos que usam dados de saúde coletados na rotina, e não substitui o STROBE — soma-se a ele. O STROBE-MR é outra extensão, com 20 itens próprios, para estudos de randomização mendeliana, em que variantes genéticas são usadas como instrumento para estimar efeito causal. Extensão nenhuma dispensa o checklist principal; elas acrescentam o que o desenho específico exige.

Meu estudo é uma coorte retrospectiva. Que desenho eu escolho?

Coorte. O que define o desenho no STROBE não é o momento em que os dados foram coletados, e sim a lógica do estudo: na coorte parte-se da exposição e acompanha-se o desfecho, mesmo que tudo já tenha acontecido quando o pesquisador chegou. No caso-controle parte-se do desfecho e olha-se para trás em busca da exposição. No transversal exposição e desfecho são medidos no mesmo momento. Se o estudo é uma coorte retrospectiva montada a partir de prontuários ou de bases do SUS, escolha coorte e ligue também a camada RECORD.

Posso marcar um item como não aplicável?

Alguns itens admitem isso com naturalidade — pareamento em estudo não pareado, análise de subgrupos que não foi feita, categorização de variável contínua que não houve. A maior parte, porém, é exigida de qualquer estudo observacional: fontes de dados, viés, tamanho do estudo, financiamento. Por isso a ferramenta pede justificativa por escrito e avisa quando o item marcado como não aplicável costuma ser cobrado na revisão.

Preciso enviar o checklist junto com o manuscrito, e em que formato?

A maioria dos periódicos que publicam estudos observacionais pede o checklist preenchido como documento suplementar, com a página em que cada item aparece; alguns aceitam seção ou linha. O PDF é o formato mais aceito, e é por isso que a ferramenta o gera com um clique, já com o cabeçalho do manuscrito e a coluna de páginas. Use o CSV quando o periódico exigir tabela editável e o texto simples para colar na carta de apresentação. Se o periódico oferecer o formulário dele, use o dele — o daqui serve de rascunho.

Como o PDF é gerado?

Pelo próprio navegador, sem enviar nada para lugar nenhum: o arquivo é montado em memória na sua máquina e baixado direto. Ele traz o cabeçalho do manuscrito, os itens do desenho escolhido com a situação e a página de cada um, as justificativas dos itens não aplicáveis e a citação das diretrizes no rodapé. Há também o botão Imprimir, que usa a caixa de impressão do navegador — os dois caminhos servem para anexar.

Posso parar no meio e continuar depois?

Pode. Enquanto for o mesmo navegador no mesmo computador, o preenchimento fica guardado ali e reaparece quando você reabre a página. Para trocar de máquina ou dividir o trabalho com um coautor, abra a aba Salvar e retomar, baixe o arquivo .json e devolva esse mesmo arquivo naquela aba. O arquivo guarda todos os itens, inclusive os ocultos pelo desenho escolhido ou pela camada RECORD desligada — trocar de desenho não apaga o que já foi preenchido.

O STROBE foi atualizado? O que é o STROBE-Equity?

O tronco continua sendo a lista de 22 itens de 2007. O que cresce é a família de extensões: o STROBE-Equity, publicado em 2025, acrescenta 10 itens sobre equidade em saúde e pode ser usado junto do STROBE e do RECORD. Antes de submeter, confira na EQUATOR Network se existe extensão específica para o seu tipo de estudo.

Posso reproduzir ou traduzir o checklist STROBE?

O artigo que apresenta o STROBE foi publicado em acesso aberto na PLoS Medicine (2007;4(10):e296) sob licença Creative Commons Atribuição, que permite uso, distribuição e reprodução em qualquer meio desde que a obra original seja creditada; o RECORD saiu na mesma revista (2015;12(10):e1001885) sob CC BY 4.0. É o que sustenta a tradução publicada nesta página, que é não oficial e não foi endossada pelas iniciativas. Existe também uma tradução brasileira do STROBE publicada na Revista de Saúde Pública. Se for reproduzir o checklist em trabalho seu, cite a fonte original.