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Checklist PRISMA-P 2015

Os 17 itens que um protocolo de revisão sistemática precisa relatar antes de a revisão começar, desdobrados nas 26 linhas da folha oficial do PRISMA-P, com tradução nossa e o texto original em inglês ao lado. Anote onde cada item aparece no protocolo e baixe o checklist em PDF.

Dúvidas Checklist PRISMA 2020 ↗

O protocolo

aparece no cabeçalho do checklist

PROSPERO para revisões com desfecho de saúde, OSF Registries para as demais áreas. Deixe em branco se ainda não registrou — o item 2 e as verificações cuidam disso.

Escopo do protocolo

define o que pode ser não aplicável

O PRISMA-P não muda a redação dos itens conforme o protocolo — os 17 valem para qualquer revisão sistemática planejada. O que muda é o que pode legitimamente não se aplicar: o plano da síntese quantitativa (15b) e as análises adicionais (15c) pressupõem meta-análise. A escolha marca essas linhas e alimenta as verificações; nada é escondido da lista.

Os itens

marque Relatado quando o item já estiver no protocolo

A folha oficial, por dentro

o que o PRISMA-P pede — e por quê

A folha do PRISMA-P distribuída pela iniciativa PRISMA e pela EQUATOR Network é uma tabela de três colunas — seção e tópico, número do item, item da lista de checagem — seguida de uma nota de rodapé que pede a citação da declaração. A tabela inteira está reproduzida e traduzida na ferramenta acima; o que segue é o que costuma passar despercebido em volta dela.

17 itens, 26 linhas

O PRISMA-P é citado como “17 itens”, e é assim que ele aparece nas instruções dos periódicos e do PROSPERO. Só que cinco itens se desdobram: o 1 tem dois subitens, o 3 tem dois, o 5 tem três, o 11 tem três e o 15 tem quatro. Somadas, são 26 linhas a conferir uma a uma — e é o número de linhas, não o de itens, que mede o trabalho de quem preenche. O painel de andamento desta ferramenta conta linhas.

A coluna de localização pede linhas

A folha oficial do PRISMA-P traz, ao lado de cada item, o espaço para a localização do trecho — e, na versão distribuída pelo sítio do PRISMA, ela pede o número das linhas do manuscrito. Protocolo depositado em repositório ou inscrito no PROSPERO nem sempre tem linha numerada, e por isso o campo desta ferramenta é livre: aceita linha, página, seção ou o nome do campo do formulário de registro. O que importa é que o avaliador encontre o trecho sem procurar.

A seção que só os protocolos têm

Das três seções do PRISMA-P, a primeira — informações administrativas — é a que não existe em nenhum checklist de relato final: título que se identifique como protocolo, registro, contato de todos os autores, contribuições e garantidor, plano de emendas, financiamento e papel do patrocinador. É a seção que transforma um plano de revisão em um documento datado, assinado e auditável — e é exatamente o que o PROSPERO pergunta no formulário de inscrição, campo a campo.

Um antes e um depois

O PRISMA-P orienta o protocolo, escrito antes de a revisão começar; o PRISMA 2020 orienta o relato final, escrito depois. Os itens conversam: as fontes de informação planejadas (item 9 daqui) viram as fontes efetivamente pesquisadas (item 6 de lá), o rascunho da estratégia de busca (10) vira a estratégia completa de todas as bases (7), e a priorização de desfechos declarada no item 13 é o que permite, na revisão pronta, mostrar que nenhum desfecho foi trocado no meio do caminho. Preencher este checklist com cuidado é adiantar metade do outro.

Nota de tradução. Ao contrário do PRISMA 2020, que tem tradução brasileira publicada e reconhecida pela EQUATOR Network, o PRISMA-P 2015 não tem tradução oficial para o português do Brasil. O texto em português dos 17 itens é tradução da própria ferramenta, feita a partir dos dois artigos publicados em acesso aberto — a declaração na Systematic Reviews e o documento de elaboração e explicação no BMJ. O texto original em inglês está a um clique de distância, na opção Texto original em inglês, e prevalece em caso de divergência; em submissão internacional e no PROSPERO, que só aceita inscrição em inglês, use o original.

Fontes. A declaração PRISMA-P e o documento de elaboração e explicação foram publicados em acesso aberto sob licença Creative Commons Atribuição, que permite reproduzir, traduzir e adaptar, inclusive para fins comerciais, desde que a obra original seja citada. É o que autoriza a reprodução e a tradução nesta página.

Moher D, Shamseer L, Clarke M, Ghersi D, Liberati A, Petticrew M, et al. Preferred reporting items for systematic review and meta-analysis protocols (PRISMA-P) 2015 statement. Syst Rev. 2015;4(1):1. doi:10.1186/2046-4053-4-1

Shamseer L, Moher D, Clarke M, Ghersi D, Liberati A, Petticrew M, et al. Preferred reporting items for systematic review and meta-analysis protocols (PRISMA-P) 2015: elaboration and explanation. BMJ. 2015;350:g7647. doi:10.1136/bmj.g7647

Sobre esta ferramenta

e o que costuma gerar dúvida

Protocolo de revisão sistemática se escreve antes de a revisão começar, e é aí que ele vale: registrado e datado, é a prova de que os desfechos, os subgrupos e o modelo de síntese foram decididos antes de alguém ver os dados. O PRISMA-P diz o que esse documento precisa conter — 17 itens, que a folha oficial desdobra em 26 linhas. Esta ferramenta mostra as 26 linhas numeradas como na folha, com tradução para o português e o original em inglês lado a lado, e conta o andamento em linhas, não em itens.

A segunda coisa que ela resolve é a coerência interna. Um protocolo bem relatado não é o que tem todas as caixas marcadas: é o que fecha consigo mesmo. Se o cabeçalho traz um número de registro, o item 2 precisa trazê-lo também; se o escopo prevê meta-análise, o plano dela (15b) não pode estar marcado como não aplicável; e o 15b e o 15d nunca podem faltar os dois ao mesmo tempo — ou há plano de síntese quantitativa, ou há o plano alternativo. O painel da direita faz essas conferências enquanto você preenche e avisa o que não fecha. No fim, o checklist sai em PDF, montado no próprio navegador, pronto para anexar à submissão. O texto que acompanha a folha oficial está explicado logo acima, em A folha oficial, por dentro.

Perguntas frequentes

Como usar esta ferramenta

Comece dizendo se o protocolo prevê meta-análise: as linhas do plano de síntese quantitativa passam a admitir não se aplica sem levantar suspeita. Depois percorra as 26 linhas marcando o que o protocolo já traz e anotando onde cada item aparece — a folha oficial do PRISMA-P pede o número das linhas, e o campo aceita página, seção ou linha. O painel da direita mostra o andamento, as verificações de coerência e o checklist pronto; ao terminar, clique em Baixar PDF.

O que é o PRISMA-P?

PRISMA-P é a sigla de Preferred Reporting Items for Systematic review and Meta-Analysis Protocols, a diretriz de relato dos protocolos de revisão sistemática. Foi publicada em 2015 em dois artigos que se completam: a declaração, na revista Systematic Reviews, e o documento de elaboração e explicação, no BMJ. São 17 itens distribuídos em três seções — informações administrativas, introdução e métodos —, e como cinco itens se desdobram em subitens, a folha oficial tem 26 linhas a conferir.

Qual a diferença entre o PRISMA-P e o PRISMA 2020?

O momento. O PRISMA-P orienta o protocolo, escrito antes de a revisão começar: o que será buscado, como será selecionado, extraído, avaliado e sintetizado — tudo no futuro, antes de ver os dados. O PRISMA 2020 orienta o relato final, escrito depois: o que de fato aconteceu. Um não substitui o outro; a revisão bem conduzida passa pelos dois, e o Periódico Eletrônico tem um checklist para cada.

Onde registrar o protocolo?

Para revisões com desfecho de saúde, no PROSPERO, o registro internacional mantido pela Universidade de York — gratuito, com inscrição em inglês, e que exige a submissão antes de a extração de dados começar. Para outras áreas, o OSF Registries cumpre o mesmo papel e aceita qualquer disciplina. Registrar não substitui o protocolo: o registro guarda o resumo estruturado do plano, e o protocolo completo pode ser depositado como preprint ou publicado em periódico — a Systematic Reviews, que publicou a declaração, publica protocolos.

A tradução usada aqui é oficial?

Não. Ao contrário do PRISMA 2020, que tem tradução brasileira publicada e reconhecida pela EQUATOR Network, o PRISMA-P 2015 não tem tradução oficial para o português do Brasil. O texto em português dos 17 itens é tradução da própria ferramenta, feita a partir dos artigos publicados em acesso aberto e declarada na nota de tradução acima. Por isso o original em inglês fica a um clique de distância, na opção Texto original em inglês, e prevalece em caso de divergência — em submissão internacional e no PROSPERO, use o inglês.

Posso marcar um item como não aplicável?

Alguns, sim: o 1b só existe quando o protocolo atualiza uma revisão anterior, e o 15d só quando não há síntese quantitativa prevista. Mas o PRISMA-P admite menos exceções do que parece: o item 4 pede o plano de documentação de emendas mesmo quando não há emenda nenhuma — a segunda metade da redação vale para todo protocolo —, e o item 2 espera que o protocolo diga onde foi ou será registrado. Por isso a ferramenta pede justificativa por escrito e avisa quando a marcação costuma ser questionada.

Como o PDF é gerado?

Pelo próprio navegador, sem enviar nada para lugar nenhum: o arquivo é montado em memória na sua máquina e baixado direto. Ele traz o cabeçalho do protocolo, os itens com a situação e a localização de cada um, as justificativas dos itens não aplicáveis e a citação das diretrizes no rodapé. Há também o botão Imprimir, que usa a caixa de impressão do navegador — os dois caminhos servem para anexar à submissão.

Posso parar no meio e continuar depois?

Pode. Enquanto for o mesmo navegador no mesmo computador, o preenchimento fica guardado ali e reaparece quando você reabre a página. Para trocar de máquina ou dividir o trabalho com um coautor, abra a aba Salvar e retomar, baixe o arquivo .json e devolva esse mesmo arquivo naquela aba. O arquivo guarda todos os itens, as localizações e as justificativas, além do escopo declarado.

Posso reproduzir ou traduzir o checklist PRISMA-P?

A declaração PRISMA-P foi publicada em acesso aberto na Systematic Reviews (2015;4:1) e o documento de elaboração e explicação no BMJ (2015;350:g7647), ambos sob licença Creative Commons Atribuição, que permite uso, distribuição, reprodução e adaptação — a tradução desta página incluída — desde que a obra original seja creditada. Se for reproduzir o checklist em trabalho seu, cite as duas fontes.