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Calculadora de acurácia diagnóstica

Preencha a tabela 2×2 do seu estudo e receba sensibilidade, especificidade, valores preditivos, razões de verossimilhança, odds ratio diagnóstica e probabilidade pós-teste — todas com IC 95% e com o parágrafo pronto para colar no artigo.

Tabela 2×2

contagens do estudo
Tabela dois por dois: resultado do teste índice nas linhas, classificação pelo padrão de referência nas colunas
Padrão de referência Total
Doente Não doente
Teste índice Positivo —
Negativo —
Total — — —

VP = verdadeiro-positivos, FP = falso-positivos, FN = falso-negativos, VN = verdadeiro-negativos. Use 0 quando não houver casos na célula — não deixe em branco.

Probabilidade pós-teste

A probabilidade pós-teste é a chance de a pessoa ter a condição depois de conhecido o resultado: as odds pré-teste são multiplicadas pela razão de verossimilhança do resultado obtido e convertidas de volta em probabilidade.

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Sobre esta ferramenta

Todo estudo de acurácia diagnóstica se resume, no fim, a uma tabela 2×2: o resultado do teste índice cruzado com a classificação pelo padrão de referência. Desta tabela saem as medidas que o STARD 2015 pede que sejam relatadas com seus intervalos de confiança — sensibilidade, especificidade, valores preditivos, razões de verossimilhança. Esta calculadora faz as contas com métodos adequados (intervalo de Wilson para proporções, método logarítmico para razões) e devolve tanto a tabela quanto o parágrafo pronto para a seção de resultados.

Um limite importante, dito com todas as letras: a ferramenta trata de um estudo, uma tabela. A síntese de vários estudos em uma revisão sistemática — o cenário do PRISMA-DTA (McInnes et al., JAMA, 2018, doi:10.1001/jama.2017.19163; explicação e elaboração em Salameh et al., BMJ, 2020, doi:10.1136/bmj.m2632) — exige modelos bivariados ou HSROC em software estatístico dedicado, e esta calculadora não substitui isso. É gratuita, não pede cadastro e não armazena o que você preenche: as contagens ficam no seu próprio navegador.

Perguntas frequentes

Como usar esta ferramenta

Preencha as quatro células da tabela 2×2 com as contagens do seu estudo: verdadeiro-positivos (a), falso-positivos (b), falso-negativos (c) e verdadeiro-negativos (d). Todas as medidas aparecem à direita com os respectivos intervalos de confiança de 95%. Ajuste, se quiser, a probabilidade pré-teste para ver a probabilidade pós-teste em outros cenários de prevalência. Ao final, copie a tabela de medidas ou o parágrafo pronto para a seção de resultados do artigo.

O que significam sensibilidade e especificidade?

Sensibilidade é a proporção de doentes que o teste índice identifica corretamente como positivos; especificidade é a proporção de não doentes corretamente identificados como negativos. As duas descrevem o comportamento do teste dentro de cada grupo definido pelo padrão de referência e, por isso, em tese não mudam com a prevalência — embora na prática possam variar entre populações com espectros clínicos diferentes.

Por que VPP e VPN dependem da prevalência?

Os valores preditivos respondem à pergunta clínica direta — dado um resultado positivo (ou negativo), qual a probabilidade de doença? — e essa resposta depende de quantos doentes existem na população testada. O mesmo teste tem VPP alto onde a doença é comum e VPP baixo onde ela é rara. Os VPP e VPN desta calculadora valem para a prevalência observada na amostra; para transportar o resultado a outra população, use as razões de verossimilhança e a probabilidade pós-teste.

Para que servem as razões de verossimilhança?

A razão de verossimilhança positiva (LR+) diz quantas vezes um resultado positivo é mais provável em quem tem a doença do que em quem não tem; a negativa (LR−), o análogo para o resultado negativo. Elas combinam sensibilidade e especificidade em um único número que não depende da prevalência e permitem converter qualquer probabilidade pré-teste em probabilidade pós-teste, multiplicando as odds pré-teste pela razão correspondente. Como regra prática, LR+ acima de 10 e LR− abaixo de 0,1 produzem mudanças grandes na probabilidade.

Como os intervalos de confiança são calculados?

Para as proporções (sensibilidade, especificidade, VPP, VPN, acurácia e prevalência), usa-se o intervalo de escore de Wilson (1927), que se comporta bem com amostras pequenas e proporções próximas de 0% ou 100%, ao contrário do intervalo de Wald tradicional. Para as razões de verossimilhança usa-se o método logarítmico de Simel, Samsa e Matchar (1991), e para a odds ratio diagnóstica, o método logarítmico clássico descrito em Altman, Statistics with Confidence (2000). Quando alguma célula da tabela é zero, soma-se 0,5 a todas as células no cálculo das razões — a correção é avisada na interface. O intervalo do índice de Youden é aproximado, combinando as variâncias de sensibilidade e especificidade.

Posso usar esta calculadora em uma revisão sistemática (PRISMA-DTA)?

Apenas em parte. Ela é útil para recalcular e conferir as medidas de cada estudo primário incluído na revisão, a partir das tabelas 2×2 extraídas. A síntese quantitativa, porém, é outra coisa: a meta-análise de acurácia diagnóstica exige modelos hierárquicos que tratam sensibilidade e especificidade em conjunto — o modelo bivariado ou o HSROC —, disponíveis em softwares estatísticos dedicados (R, Stata, SAS). Esta ferramenta não substitui esses modelos nem faz meta-análise: somar as tabelas 2×2 de vários estudos como se fossem um só é um erro metodológico conhecido.

Qual a relação com o STARD?

O STARD 2015 é a diretriz de relato para estudos primários de acurácia diagnóstica: ele pede exatamente a tabulação cruzada dos resultados do teste índice contra o padrão de referência (a tabela 2×2 desta calculadora) e as estimativas de acurácia com seus intervalos de confiança. Para revisões sistemáticas de acurácia, a diretriz correspondente é o PRISMA-DTA. Use o checklist STARD e o diagrama de fluxo STARD, também disponíveis nas nossas ferramentas.

Meus dados ficam salvos em algum servidor?

Não. Todo o cálculo acontece no seu navegador e não há banco de dados nem serviço nosso recebendo o que você digita. As contagens ficam apenas na memória local do navegador, para que a tabela reapareça quando você voltar, e somem quando você usa o botão Limpar. A página usa medição de audiência e anúncios do Google, como o restante do site.