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Checklist ARRIVE 2.0

Os itens que um estudo com animais precisa relatar, em português, separados como a diretriz os separa: os 10 essenciais e os recomendáveis. Marque o que já está no manuscrito, anote a página de cada item e baixe o checklist em PDF para anexar à submissão.

Dúvidas Checklist STARD 2015 ↗

Manuscrito

aparece no cabeçalho do checklist
O ARRIVE pede a espécie já no resumo (item 11); aqui ela também identifica o checklist.
É o que o item 14 exige. Fica no cabeçalho do checklist baixado.

Os itens

marque Relatado quando o item já estiver no texto

A escolha vale para tudo: a lista abaixo, o andamento, as verificações e o arquivo baixado. O que você já preencheu não se perde ao trocar de conjunto.

O documento ARRIVE 2.0, em português

versão oficial em português

A folha oficial das diretrizes não é só a lista de itens: a frente traz o texto que explica de onde elas vieram, quando consultá-las e por que existem. A lista de itens já está na ferramenta acima; o que segue é esse texto de abertura, na íntegra, como publicado na versão em português distribuída pelo ARRIVE.

As diretrizes ARRIVE 2.0 foram publicadas na PLOS Biology em julho de 2020 e orientam a elaboração de artigos científicos descrevendo estudos com animais. Elas garantem que os estudos sejam relatados com detalhes suficientes para contribuir para o conhecimento existente. Esta transparência permite que leitores e revisores analisem a pesquisa de maneira adequada, avaliem seu rigor metodológico e reproduzam seus métodos ou resultados.

Introdução ao ARRIVE 2.0

O ARRIVE 2.0 é resultado de uma extensa colaboração internacional, com contribuições da comunidade científica cuidadosamente incluídas em sua construção. Os autores das diretrizes incluem financiadores, editores de periódicos, metodologistas, estatísticos e pesquisadores da academia e da indústria. Contribuições adicionais de colaboradores externos foram coletadas por meio do método Delphi. As diretrizes também foram testadas por pesquisadores na elaboração de manuscritos, para garantir que sejam bem compreendidas e úteis na prática. As diretrizes são relevantes para qualquer estudo envolvendo animais vivos, de mamíferos a peixes, bem como invertebrados, em qualquer área das ciências da vida.

Para garantir o foco inicial nas questões mais críticas, os itens que compõem as diretrizes estão divididos em dois conjuntos de prioridade, não havendo hierarquia dentro de cada conjunto. Ambos são fornecidos no verso. Relatar os itens de ambos os conjuntos representa a prática ideal.

Como usar as diretrizes

As diretrizes são úteis para consulta ao longo de todas as etapas de um estudo:

  • Durante o planejamento do estudo: as diretrizes e o documento de Explicação e Elaboração fornecem recomendações sobre o desenho experimental, minimização de viés, tamanho amostral e análises estatísticas, ajudando os pesquisadores a elaborarem experimentos in vivo rigorosos e confiáveis.
  • Durante a condução de um estudo: isto permite que os pesquisadores registrem informações importantes sobre os métodos do estudo, que serão necessárias mais tarde para a preparação do manuscrito.
  • Ao escrever um manuscrito: usadas como um lembrete para garantir que o manuscrito contenha todas as informações relevantes.
  • Ao revisar um manuscrito: para garantir que todas as informações relevantes estejam disponíveis para avaliação do estudo.

Recursos para auxiliar o uso do ARRIVE 2.0

Uma ampla variedade de recursos está disponível em www.ARRIVEguidelines.org. Eles incluem:

  • Explicação e Elaboração de cada um dos itens das diretrizes. Inclui recomendações extensas sobre desenho de experimentos com animais, além de providenciar embasamento teórico e evidências que sustentam cada item das diretrizes e exemplos claros de bons relatos extraídos da literatura publicada.
  • Checklists ARRIVE 2.0 preenchíveis. Permitem que os pesquisadores indiquem as seções específicas de um manuscrito que contêm informações relacionadas a cada item. Há checklists disponíveis para aplicação dos 10 itens essenciais do ARRIVE e para o ARRIVE 2.0 completo, para que os periódicos possam ajustar seus requisitos.
  • Apoiadores ARRIVE. Inclui informações sobre como periódicos, financiadores, instituições e outras organizações podem utilizar e promover as diretrizes.
  • As diretrizes estão disponíveis em vários idiomas. Isto auxilia em sua adoção internacional.

Melhorar a transparência na pesquisa com animais — por que ARRIVE?

Questões relacionadas à reprodutibilidade da pesquisa envolvendo animais têm causado preocupação significativa entre cientistas, financiadores e responsáveis por políticas públicas. Relatos transparentes e precisos são a base da reprodutibilidade. Eles permitem que a pesquisa seja avaliada de forma eficaz para informar pesquisas futuras, políticas públicas e práticas clínicas. No entanto, publicações sobre pesquisa com animais muitas vezes omitem informações importantes, o que impede uma avaliação adequada dos métodos e resultados. Na busca de uma solução para isso, as diretrizes ARRIVE foram publicadas pela primeira vez em 2010. As diretrizes ARRIVE atualizadas — ARRIVE 2.0 — foram apresentadas em 2020, em conjunto com um documento de Explicação e Elaboração, que fornece contextualização adicional.

Obra original

Percie du Sert N, Hurst V, Ahluwalia A, Alam S, Avey MT, Baker M, Browne WJ, Clark A, Cuthill IC, Dirnagl U, Emerson M, Garner P, Holgate ST, Howells DW, Karp NA, Lazic SE, Lidster K, MacCallum CJ, Macleod M, Pearl EJ, Petersen OH, Rawle F, Reynolds P, Rooney K, Sena ES, Silberberg SD, Steckler T, Würbel H. The ARRIVE guidelines 2.0: updated guidelines for reporting animal research. PLOS Biology. 2020;18(7):e3000410. doi:10.1371/journal.pbio.3000410

© Percie du Sert et al. 2020. Publicado em acesso aberto sob a licença Creative Commons Atribuição 4.0 (CC BY 4.0), que permite distribuir, adaptar e construir sobre a obra, inclusive para fins comerciais, desde que a obra original seja devidamente citada.

Tradução — o texto em português reproduzido aqui, itens incluídos, é o da versão em português publicada pelo próprio ARRIVE, traduzida por Mariana Abreu, Olavo Amaral e Marcel Frajblat, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e Cilene Lino de Oliveira e Luciana Honorato, da Universidade Federal de Santa Catarina. Em caso de divergência, vale o original em inglês, que fica disponível ao lado de cada item.

Para se aprofundar — o documento de explicação e elaboração discute item por item, com exemplos publicados: Percie du Sert N, Ahluwalia A, Alam S et al. Reporting animal research: Explanation and Elaboration for the ARRIVE guidelines 2.0. PLOS Biology. 2020;18(7):e3000411. doi:10.1371/journal.pbio.3000411

O que é nosso nesta página — a organização em ferramenta, as notas de “o que se espera” em cada item, as verificações e os arquivos gerados. Nada disso é endossado pelo NC3Rs nem pelos autores do ARRIVE.

Sobre esta ferramenta

O ARRIVEAnimal Research: Reporting of In Vivo Experiments — é a diretriz de relato dos estudos com animais vivos. A versão 2.0 (Percie du Sert N et al., PLOS Biology 2020;18(7):e3000410) reorganizou a lista de 2010 em dois conjuntos: os 10 itens essenciais, que são o mínimo que um manuscrito precisa trazer, e os 11 itens recomendáveis, que acrescentam contexto. Como vários desses itens se desdobram em a, b, c e d, são 22 recomendações no checklist essencial e 38 no completo — e é por isso que a ferramenta pergunta, logo no começo, qual dos dois você vai preencher.

Preencher o checklist no fim, correndo, é o que produz aquelas colunas de páginas repetidas que nenhum editor consegue conferir — e, no caso do ARRIVE, é tarde demais: metade dos itens essenciais (unidade experimental, cálculo amostral, randomização, cegamento, desfecho primário) descreve decisões que precisam ter sido tomadas antes do primeiro animal entrar no experimento. Esta ferramenta existe para o outro caminho: percorrer os itens enquanto o estudo é planejado e o texto é escrito, ver o que se espera de cada um em português, marcar o que já está resolvido e descobrir cedo o que falta. No fim, o checklist preenchido sai em PDF, montado no próprio navegador, pronto para anexar à submissão. O texto de abertura da folha oficial está traduzido logo acima, em O documento ARRIVE 2.0, em português.

Perguntas frequentes

Como usar esta ferramenta

Escolha se vai preencher só os 10 itens essenciais ou o ARRIVE 2.0 completo, percorra os itens marcando o que já está relatado no manuscrito e anote a página em que cada um aparece — é essa indicação de página que os periódicos pedem ao anexar o checklist. O painel da direita mostra o andamento e o que ainda falta. Ao terminar, clique em Baixar PDF: o arquivo é montado no próprio navegador e já sai pronto para anexar à submissão.

O que é o ARRIVE 2.0?

ARRIVE é a sigla de Animal Research: Reporting of In Vivo Experiments, a diretriz de relato dos estudos com animais vivos. A versão 2.0 foi publicada em julho de 2020 na PLOS Biology por Percie du Sert e colaboradores e organiza a informação em dois conjuntos: os 10 itens essenciais, que são o mínimo que um manuscrito precisa trazer, e os 11 itens recomendáveis, que acrescentam contexto. Ela vale para qualquer estudo envolvendo animais vivos, de mamíferos a peixes e invertebrados, em qualquer área das ciências da vida.

Qual a diferença entre os 10 itens essenciais e o conjunto recomendável?

Os 10 essenciais são o mínimo: sem eles, leitores e revisores não conseguem avaliar a confiabilidade dos resultados. São os itens que descrevem desenho, tamanho da amostra, critérios de inclusão e exclusão, randomização, cegamento, desfechos, estatística, animais, procedimentos e resultados. Os 11 recomendáveis — do resumo à declaração de interesses — acrescentam contexto ao estudo, e o próprio documento afirma que relatar os dois conjuntos representa a prática ideal. Alguns periódicos exigem apenas o checklist essencial; outros, o completo. Não há hierarquia dentro de cada conjunto.

Preciso enviar o checklist ARRIVE junto com o manuscrito?

Um número crescente de periódicos que publicam pesquisa com animais pede o checklist ARRIVE preenchido como documento suplementar na submissão, com a indicação de onde cada item aparece no texto. Outros pedem apenas que o manuscrito siga a diretriz, sem anexo. Confira as instruções aos autores do periódico de destino: elas prevalecem sobre qualquer formato sugerido aqui.

O ARRIVE substitui a aprovação da CEUA?

Não. O ARRIVE é uma diretriz de relato: diz o que precisa estar escrito no artigo, não o que autoriza o experimento. No Brasil, o uso de animais em pesquisa é regido pela Lei 11.794/2008 (Lei Arouca) e pelas resoluções do CONCEA, e depende da aprovação prévia da Comissão de Ética no Uso de Animais (CEUA) da instituição. O item 14 do ARRIVE é justamente onde essa aprovação é declarada, com o nome do comitê e o número do protocolo — e é por isso que a ferramenta reserva um campo para ele no cabeçalho.

Posso marcar um item do ARRIVE como não aplicável?

Poucos itens admitem isso. O ARRIVE foi redigido de modo que a resposta negativa também seja informação: quando não houve randomização, exclusões, critérios definidos a priori ou pontos finais humanitários, a diretriz manda declarar explicitamente que não houve — o que é uma resposta relatada, não um item inaplicável. Os que de fato podem não se aplicar são os condicionais: desfecho primário em estudo que não testa hipótese (6b), tamanho de efeito (10b), relevância para a biologia humana (12b), eventos adversos (16b) e generalização (18). Por isso a ferramenta pede justificativa por escrito e avisa quando o item marcado como não aplicável costuma ser exigido de todo estudo.

O que é a “unidade experimental” do item 1b?

É a menor unidade de material biológico que pode ser alocada aleatoriamente a um tratamento de forma independente — o animal, a ninhada ou a gaiola, conforme o desenho. É o item que mais gera pedido de revisão, porque define o n da análise: se o tratamento é dado na água da gaiola, a unidade experimental é a gaiola, não cada animal dela, e contar animais como se fossem independentes infla a amostra. O item 3c cobra a coerência disso ao pedir o valor exato do n em cada grupo, em cada análise.

Em que formato devo enviar o checklist ao periódico?

O PDF é o formato mais aceito, e é por isso que a ferramenta o gera com um clique, já com o cabeçalho do manuscrito e a coluna de páginas. Use o CSV quando o periódico exigir uma tabela editável, e o texto simples para colar dentro da carta de apresentação. O JSON não é formato de submissão: serve para guardar o andamento e retomar depois. Se o periódico oferecer o formulário próprio dele, use o dele — o daqui serve de rascunho.

Como o PDF é gerado?

Pelo próprio navegador, sem enviar nada para lugar nenhum: o arquivo é montado em memória na sua máquina e baixado direto. Ele traz o cabeçalho do manuscrito, os itens do conjunto escolhido com a situação e a página de cada um, as justificativas dos itens não aplicáveis e a citação da diretriz no rodapé. Há também o botão Imprimir, que usa a caixa de impressão do navegador e permite salvar em PDF com o desenho da página — os dois caminhos servem para anexar.

Posso parar no meio e continuar depois?

Pode. Enquanto for o mesmo navegador no mesmo computador, o preenchimento fica guardado ali e reaparece quando você reabre a página. Para trocar de máquina, de navegador ou dividir o trabalho com um coautor, abra a aba Salvar e retomar, baixe o arquivo .json e devolva esse mesmo arquivo naquela aba — a ferramenta recoloca cada item na situação em que estava, com as páginas e as justificativas.

A tradução usada aqui é oficial?

É. O texto em português dos 21 itens é o da versão em português publicada pelo próprio ARRIVE, traduzida por Mariana Abreu, Olavo Amaral e Marcel Frajblat, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e Cilene Lino de Oliveira e Luciana Honorato, da Universidade Federal de Santa Catarina. O texto oficial em inglês fica disponível ao lado de cada item, na opção Texto oficial em inglês, e prevalece em caso de divergência. O que é nosso são as notas de “o que se espera”, as verificações e os arquivos gerados.

Posso reproduzir o ARRIVE 2.0 em um trabalho meu?

O artigo que apresenta o ARRIVE 2.0 (PLOS Biology 2020;18(7):e3000410) foi publicado em acesso aberto sob licença Creative Commons Atribuição 4.0 (CC BY 4.0), que permite distribuir, adaptar e construir sobre a obra, inclusive para fins comerciais, desde que a obra original seja devidamente citada. É o que sustenta a reprodução dos itens nesta página. Se for reproduzi-los, cite a fonte original.