Um relatório publicado pela Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração (ANPAD) revela que o uso de ferramentas de inteligência artificial já está amplamente disseminado na pesquisa acadêmica brasileira, com 86,7% dos respondentes declarando utilizar IA em suas atividades científicas.
O estudo, conduzido entre agosto de 2024 e outubro de 2025 com 228 participantes, investigou práticas, percepções e princípios éticos relacionados ao uso dessas tecnologias. Os dados mostram que a adoção ocorre principalmente por meio de ferramentas generalistas, como o ChatGPT, que lidera em todas as etapas analisadas, desde a escrita científica até a análise de dados.
Apesar da alta adesão, o relatório aponta baixa sofisticação no uso: apenas 19,4% dos participantes possuem experiência no desenvolvimento de soluções de machine learning ou processamento de linguagem natural. Isso indica que a maioria atua como usuária de ferramentas prontas, e não como desenvolvedora de soluções.
O estudo também evidencia um gradiente de aceitação ética. Enquanto o uso de IA para geração de ideias e revisão de literatura é amplamente aceito, há maior resistência em etapas que envolvem autoria intelectual, como redação e revisão de artigos.
Entre as principais barreiras ao uso estão preocupações éticas, preferência por métodos tradicionais e falta de conhecimento. Ainda assim, há consenso sobre princípios fundamentais, como transparência, responsabilidade e reprodutibilidade, considerados essenciais para o uso responsável da IA na pesquisa científica.
O cenário apresentado também traz riscos importantes para a produção científica. A dependência crescente de ferramentas generalistas, aliada à baixa capacitação técnica, pode ampliar problemas como o uso acrítico de conteúdos gerados por IA, sem a devida verificação, validação ou contextualização científica. Além disso, as resistências éticas identificadas indicam a ausência de consensos consolidados sobre limites e boas práticas, o que pode gerar inconsistências na qualidade e na integridade das pesquisas.
O estudo é abrangente e explora múltiplas dimensões do uso da inteligência artificial na pesquisa acadêmica. Ao longo desta semana, publicaremos uma série de textos dedicados a aprofundar perspectivas específicas apresentadas no relatório. Continue acompanhando o blog para conferir a análise detalhada dos principais achados.
Fonte: ANPAD
Texto produzido com auxílio de Inteligência Artificial e revisado pelo autor.
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