A crescente dificuldade para recrutar revisores e reduzir o tempo de avaliação dos manuscritos tem levado algumas editoras e periódicos científicos a testar modelos de revisão por pares remunerada. A proposta busca enfrentar um dos principais gargalos da gestão editorial: encontrar especialistas qualificados dispostos a emitir pareceres dentro dos prazos estabelecidos.
A reportagem do Universidades News reúne exemplos de iniciativas já em funcionamento. A revista Biology Open, por exemplo, remunera revisores que entregam avaliações dentro do prazo e atendem aos critérios de qualidade definidos pela equipe editorial. Outras plataformas, como a ResearchHub, oferecem recompensas financeiras em criptomoedas, enquanto empresas especializadas desenvolvem programas de incentivos para ampliar o engajamento dos pareceristas.
Para as revistas científicas, a adoção desse modelo representa um equilíbrio entre benefícios e desafios. A remuneração pode reduzir atrasos, aumentar a disponibilidade de revisores e tornar o fluxo editorial mais previsível. Por outro lado, cria a necessidade de definir fontes de financiamento, estabelecer critérios transparentes de pagamento e garantir que a compensação financeira não comprometa a independência e a qualidade da avaliação por pares.
Embora a prática ainda seja pouco difundida no Brasil, o tema começa a ganhar espaço nas discussões sobre sustentabilidade editorial. À medida que cresce o volume de submissões e aumenta a pressão por decisões mais rápidas, modelos de incentivo aos revisores tendem a fazer parte do debate sobre o futuro da publicação científica.
Fonte: UniversidadesNews
Texto produzido com auxílio de Inteligência Artificial e revisado pelo autor.
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