Um novo recorte do relatório da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração (ANPAD) aprofunda a análise sobre a aceitação do uso de inteligência artificial nas diferentes etapas da pesquisa acadêmica, além de evidenciar diferenças significativas entre perfis de pesquisadores.
No que diz respeito à concordância com o uso de IA ao longo do ciclo de pesquisa, o estudo identifica um padrão claro: quanto mais exploratória e inicial é a atividade, maior a aceitação. Etapas como busca de ideias e revisão de literatura apresentam os maiores níveis de concordância entre os respondentes. Por outro lado, atividades que envolvem maior responsabilidade intelectual direta, como redação e, especialmente, revisão de artigos científicos, concentram níveis mais elevados de resistência.
Esse gradiente de aceitação indica que a comunidade acadêmica da área de Administração tende a reconhecer a IA como uma ferramenta de apoio, mas ainda demonstra cautela quando seu uso pode interferir diretamente na autoria, no julgamento crítico e na integridade da produção científica.
As análises cruzadas aprofundam essa compreensão ao evidenciar diferenças relevantes entre grupos. Estudantes de pós-graduação, especialmente doutorandos, apresentam maior abertura ao uso de IA em comparação com docentes, o que sugere uma possível fissura geracional na forma como essas tecnologias são percebidas e incorporadas.
Além disso, pesquisadores que utilizam ferramentas pagas demonstram maior concordância com o uso de IA em todas as etapas da pesquisa, indicando uma relação entre investimento e legitimação da tecnologia. Da mesma forma, aqueles com experiência técnica em machine learning e processamento de linguagem natural tendem a aceitar mais o uso da IA, sobretudo em atividades mais críticas, como análise de dados e revisão de artigos.
Outro aspecto relevante é a diferença entre usuários e não usuários de IA. Aqueles que já utilizam essas ferramentas apresentam maior concordância em praticamente todas as etapas do processo científico, reforçando a ideia de que a familiaridade contribui para a aceitação.
Os dados também mostram que fatores como gênero não apresentam impacto significativo na adoção ou percepção da IA, enquanto variações regionais existem, mas devem ser analisadas com cautela devido ao tamanho das amostras em algumas regiões.
O aprofundamento do relatório continua na matéria de amanhã, com foco nas barreiras ao uso e nos princípios éticos que orientam a utilização responsável dessas tecnologias na pesquisa científica.
Fonte: ANPAD
Texto produzido com auxílio de Inteligência Artificial e revisado pelo autor.
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